Sismos

Vamos explicar o que são os sismos, as suas causas e consequências. Além disso, o que fazer em caso de sismo e quais foram os de maior magnitude da história.

Os sismos são vibrações repentinas e passageiras da crosta terrestre.

O que são os sismos?

Chama-se sismo ou terremoto a vibração da Terra causada por uma rápida liberação de energia. É mais frequente que os terremotos sejam causados pelo deslocamento das placas tectônicas que compõem a superfície da Terra.

As placas tectônicas são grandes blocos da crosta terrestre que estão em movimento lento, porém contínuo. A energia das forças de movimento e atrito entre elas se acumula e, às vezes, é liberada de forma repentina. Essa liberação de energia, que ocorre no interior do planeta, às vezes chega à superfície e causa vibrações repentinas conhecidas como terremotos.

Os sismos podem ser leves ou intensos e passar despercebidos (diariamente ocorrem centenas de abalos sísmicos sem serem sentidos na superfície) ou podem ter consequências devastadoras.

Como a magnitude dos sismos é medida? A magnitude dos terremotos é medida pela escala Richter. A magnitude é a quantidade de energia liberada pelo sismo e é medida de 0 a 10. Enquanto um sismo de 0 na escala Richter é imperceptível na superfície, um de 10 é equivalente a um terremoto de magnitude máxima e libera energia equivalente ao consumo total anual de energia dos Estados Unidos.

O que é sismologia?

sismógrafo - sismo
Os sismógrafos registram a atividade sísmica das regiões.

A sismologia é o ramo da geofísica que estuda as ondas sísmicas que produzem os terremotos. O estudo e o conhecimento das ondas sísmicas permitem a realização de pesquisas sobre as causas, a distribuição e os efeitos dos terremotos. Apesar de ainda não ser possível prevê-los com muita antecedência, a sismologia tem feito progressos na estimativa da probabilidade de ocorrência de terremotos em determinadas regiões.

Para estudar as ondas sísmicas, utiliza-se um instrumento chamado “sismógrafo”. Um sismógrafo ou sismômetro é um instrumento que foi inventado em 1842 e aperfeiçoado ao longo do tempo, com a finalidade de detectar ondas sísmicas originadas na subsuperfície.

Como existem dois tipos de ondas, as ondas P (horizontais) e as ondas S (verticais), são necessários dois tipos de sismógrafos. No caso das ondas P, utiliza-se um sismógrafo que consiste em um pêndulo suspenso que se move para os lados ao detectar a chegada de ondas horizontais.

Para as ondas S, é usado um sismógrafo apoiado em uma dobradiça, que se move para cima e para baixo ao detectar a chegada de ondas verticais.

Os registros obtidos pelos sismógrafos, chamados de sismogramas, fornecem muitas informações sobre o comportamento das ondas sísmicas e dos terremotos.

Causas de um sismo

A origem da maioria dos sismos ocorre pelo movimento das placas tectônicas. Essas placas interagem umas com as outras em suas bordas, onde a energia se acumula devido ao movimento ou atrito entre elas.

Há também outros fenômenos que podem causar terremotos. Alguns deles são:

  • Erupções vulcânicas. Podem ocorrer sismos na crosta terrestre quando as erupções são explosivas e liberam grandes quantidades de energia.
  • Explosões. A atividade de mineração e a extração de petróleo através de fraturamento hidráulico muitas vezes implicam o rompimento de rochas para chegar ao recurso desejado. Para isso, são usadas detonações explosivas, que podem gerar fortes vibrações na superfície, inclusive em locais distantes da explosão.
  • Testes de armas. As explosões de bombas ou mísseis podem gerar vibrações na superfície e causar pequenos terremotos.
  • Meteoritos. A queda de um meteorito na Terra pode gerar ondas sísmicas e vibrações na superfície.

Quanto tempo dura um sismo?

Os sismos normalmente duram apenas alguns segundos. Mesmo assim, eles costumam ser muito destrutivos. Os sismos mais longos podem chegar a durar até 120 segundos. Sua duração depende da quantidade de energia liberada e do local onde o sismo ocorreu.

Às vezes, alguns sismos menores precedem o sismo principal. Alguns dias ou horas antes da ocorrência do terremoto, é possível sentir pequenas vibrações na superfície. Esses abalos sísmicos são chamados de “sismos preliminares”.

Também podem ocorrer outros tremores após um terremoto. Esses abalos sísmicos menores são chamados de “réplicas” e, embora sejam muito mais fracos do que o terremoto principal, podem causar danos significativos porque afetam uma área anteriormente enfraquecida.

Consequências de um sismo

Os grandes terremotos da história devastaram cidades inteiras.

Os danos ocasionados por sismos são medidos na escala de intensidade Mercalli. Os danos acima do solo dependem não apenas da magnitude do sismo, mas também dos materiais e dos projetos dos edifícios. Um sismo de baixa magnitude que afete estruturas não preparadas pode causar danos significativos. Em contrapartida, um sismo de maior magnitude em uma área preparada com construção antissísmica pode ter uma escala de intensidade Mercalli mais baixa.

A escala de intensidade Mercalli mede de 1 a 12. A intensidade 1 é usada quando o sismo praticamente não é sentido na superfície e não provoca danos. A intensidade 12 é a mais alta da escala e se aplica quando há danos totais. A intensidade 6, intermediária, é usada quando o terremoto é sentido por todas as pessoas, objetos pesados, como móveis, árvores e até paredes, são deslocados e algumas estruturas são danificadas.

Componentes de um sismo

O epicentro é o ponto na superfície onde as vibrações do terremoto são sentidas com mais intensidade.

Os principais componentes de um sismo são:

  • Hipocentro ou foco. É o local, abaixo da superfície terrestre, onde ocorre a liberação de energia.
  • Epicentro. É o local na superfície situado diretamente acima do foco ou hipocentro. Como é o local mais próximo do ponto de liberação de energia, é onde as vibrações são sentidas com mais força e possivelmente provocam os maiores danos.
  • Ondas sísmicas. São as ondas através das quais a energia é transmitida do foco para a superfície. Há dois tipos de ondas.
    • As ondas P ou primárias se movem no sentido horizontal, são as primeiras a serem sentidas e são as que sacodem os objetos na superfície de um lado para o outro.
    • As ondas S ou secundárias demoram mais para serem percebidas pois são mais lentas, movem-se no sentido vertical e são as que fazem os objetos na superfície “pularem” de cima para baixo.

Quais são as zonas sísmicas do mundo?

Sismo placaste tectonicas
As zonas de maior probabilidade sísmica são aquelas que se encontram nas bordas das placas tectônicas.

Em geral, as zonas de maior probabilidade sísmica no mundo são aquelas em que as placas tectônicas exercem pressão umas sobre as outras. Essas áreas são chamadas de “falhas”. As falhas são encontradas principalmente sobre as bordas das placas tectônicas.

Algumas das zonas sísmicas mais ativas são:

  • O Círculo de Fogo. Estende-se ao longo da costa do oceano Pacífico pela América do Norte, América do Sul e Ásia. Encontra-se nas bordas das placas tectônicas do Pacífico, Nazca, Filipinas e Antártida. É conhecida como o “Anel de Fogo” por ser uma área que também contém muitos vulcões ativos que entram em erupção periodicamente.
  • A região do Mediterrâneo. Abrange os países próximos ao mar Mediterrâneo, especialmente em sua extremidade leste, onde convergem as bordas das placas Africana, Eurásica, Arábica e Anatólia.
  • Ásia Central. Estende-se ao redor do Himalaia. É uma zona sísmica resultante da interação das bordas das placas da Índia e da Eurásia.

O monitoramento sísmico em tempo real. Há monitores em todo o mundo que mantêm registros locais e internacionais dos abalos sísmicos. As instituições que os monitoram publicam as informações em tempo real, com dados sobre sua localização e magnitude. Muitas delas também apresentam mapas em tempo real, em que os sismos são marcados imediatamente após serem registrados

Os terremotos de maior magnitude da história

Os terremotos de maior magnitude registrada na história são os seguintes:

TerremotoLugarAnoMagnitude registrada na escala de Richter
Terremoto de ValdiviaChile19609.5
Terremoto do oceano ÍndicoIndonésia20049.3
Terremoto no AlascaEstados Unidos19649.2
Terremoto do JapãoJapão20119.1
Terremoto de KamchatkaRússia19529.0
Terremoto no ChileChile20108.8
Terremoto de SumatraIndonésia20058.6
Terremoto de AssamÍndia19508.6

Acredita-se que ao longo da história tenham ocorrido outros terremotos de grande magnitude, como o de Lisboa em 1755, o de Lima em 1746 ou o de Arica em 1868, mas não é possível saber sua magnitude porque naquela época não havia instrumentos para medir a energia liberada, nem era usada a escala Richter.

O que fazer em caso de sismo?

Os governos costumam estabelecer uma série de recomendações para que a população se abrigue e se proteja em caso de terremoto. Algumas dessas recomendações são:

  1. Manter a calma. Evitar entrar em pânico, correr e empurrar as outras pessoas.
  2. Encontrar um local seguro. Tentar ficar dentro de lugares fechados, longe de janelas e objetos que possam cair, como lâmpadas, espelhos, prateleiras ou quadros.
  3. Agachar-se e proteger-se. Cobrir a cabeça com os braços e ficar embaixo de mesas ou escrivaninhas resistentes, caso o teto desabe e caia.
  4. Não usar elevadores ou escadas. Os elevadores podem travar ou ser danificados, e as escadas podem desabar.
  5. Não acender fósforos nem ligar aparelhos elétricos. O terremoto pode ter rompido tubulações, o que pode levar a um vazamento de gás, aumentando o risco de explosão.
  6. Seguir as instruções de evacuação. Assim que os tremores passarem, sair para a rua de forma ordenada e procurar os pontos de encontro e de evacuação.

Referências

  • Ecoexploratorio (s.f). ¿Qué son los terremotos? Ecoexploratorio
  • NASA Ciencia Space Place (s-f). ¿Qué es un terremoto? Spaceplace
  • Tarbuck, E. y Lutgens, F (1999). Ciencias de la Tierra. Una introducción a la geología física. Prentice Hall. 

Como citar?

As citações ou referências aos nossos artigos podem ser usadas de forma livre para pesquisas. Para citarnos, sugerimos utilizar as normas da ABNT NBR 14724:

SPOSOB, Gustavo. Sismos. Enciclopedia Humanidades, 2023. Disponível em: https://humanidades.com/br/sismos/. Acesso em: 29 fevereiro, 2024.

Sobre o autor

Autor: Gustavo Sposob

Professor de Geografia do ensino médio e superior (UBA).

Traduzido por: Márcia Killmann

Licenciatura em letras (UNISINOS), Doutorado em Letras (Universidad Nacional del Sur)

Data da última edição: 26 fevereiro, 2024
Data de publicação: 29 agosto, 2023

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