Oceano Pacífico

Vamos explicar o que é o oceano Pacífico, onde se localiza e qual é a sua extensão. Além disso, suas características, suas correntes oceânicas e muito mais.

océano Pacífico
O oceano Pacífico é o mais extenso do planeta.

O que é o oceano Pacífico?

O oceano Pacífico é o maior corpo de água salgada do planeta e está localizado entre as massas continentais da América, Oceania, Ásia e Antártida. Tem uma extensão de mais de 155 milhões de quilômetros quadrados, o que representa 30,3% do total da Terra. O ponto de maior profundidade se encontra na fossa das Marianas, com 10 992 metros sob a superfície da água.

Por sua grande extensão, a Organização Hidrográfica Internacional divide o oceano Pacífico em duas áreas: o Pacífico Norte, ao norte do Equador, e o Pacífico Sul, ao sul.

Todas as bordas continentais deste oceano fazem parte do Círculo de Fogo do Pacífico, uma área com alta atividade sísmica e vulcânica. Além disso, o oceano Pacífico é caracterizado pela formação de tufões, que são sistemas de tempestades muito perigosos quando se aproximam das zonas litorâneas.

Características do oceano Pacífico

As principais características do oceano Pacífico são:

  • É o maior corpo de água salgada do planeta.
  • Localiza-se entre a América, a Ásia, a Oceania e a Antártida.
  • Tem uma extensão de 155 milhões de quilômetros quadrados.
  • Divide-se em Pacífico Norte e Pacífico Sul.
  • Inclui a maior profundidade oceânica, a fossa das Marianas.
  • As suas águas estão ameaçadas por diferentes tipos de poluição.
  • Algumas das suas ilhas fazem parte do Círculo de Fogo do Pacífico.
  • Inclui a Grande Barreira de Coral, na Oceania.

Formação do oceano Pacífico

Océano Pacífico
O oceano Pacífico é o resultado do movimento das placas tectônicas.

Há mais de 200 milhões de anos, a maior parte das massas continentais da Terra estavam reunidas em um supercontinente chamado Pangeia, rodeado por um único oceano: o Pantalassa. Quando a Pangeia começou a se fragmentar, formaram-se novos oceanos, tais como o oceano Atlântico ou o oceano Índico, e o que era Pantalassa formou o oceano Pacífico.

A placa tectônica do oceano Pacífico formou-se a partir da fragmentação da antiga placa do Pacífico-Pantalassa. Assim, a divisão desta placa em várias de menor tamanho formou o fundo oceânico.

As placas oceânicas como a do oceano Pacífico tendem a afundar sob as placas continentais, em um processo chamado subducção. Isto deu lugar à criação de fossas oceânicas profundas, como a Fossa das Marianas; também à formação de arcos de ilhas, como as ilhas Aleutas, as ilhas do Japão e as ilhas Filipinas, que são conhecidas pela sua intensa atividade vulcânica e sísmica.

Clima do oceano Pacífico

Por sua grande extensão, o oceano Pacífico abarca uma grande variedade de climas. Nas áreas próximas à linha do Equador, o clima é quente e chuvoso, e as águas do oceano são mais temperadas. Nas zonas tropicais, o clima também é quente, mas mais seco. Ao se afastar da linha do Equador, o clima se torna mais frio, o mesmo que as águas do oceano.

Eventos meteorológicos extremos acontecem no oceano Pacífico. Nas águas próximas da Ásia, especialmente na China, nas Filipinas e no Japão, há grandes tempestades tropicais chamadas tufões.

Flora e fauna do oceano Pacífico

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O oceano Pacífico é uma importante fonte de biodiversidade marinha.

A flora marinha no oceano Pacífico se caracteriza pela presença de fitoplâncton, que são microrganismos capazes de realizar fotossíntese e que formam a base da cadeia alimentar marinha.

Quanto à fauna, há peixes de diferentes tamanhos, desde pequenos peixes tropicais de recife até grandes predadores como os tubarões.

Nas profundezas escuras e frias, desenvolvem-se formas de vida animal que evoluíram para resistir à pressão extrema, à escuridão e a temperaturas baixas. Algumas espécies possuem órgãos bioluminescentes que lhes permitem se comunicar, defender-se dos predadores e procurar alimento em zonas de baixa luminosidade. Outras desenvolvem um tamanho pequeno para poder sobreviver em condições de escassez de recursos alimentícios.

Por outro lado, as águas próximas dos polos abrigam vida marinha adaptada ao ambiente de baixas temperaturas e presença de gelo, como focas, morsas, pinguins, orcas e baleias.

Correntes marinhas do oceano Pacífico

As diferenças de temperatura na água favorecem a formação de correntes marinhas, que são fluxos de água em movimento dentro dos oceanos. As principais correntes marinhas que circulam pelo oceano Pacífico são:

Correntes frias:

  • Corrente da Califórnia. Flui de norte a sul pelo litoral ocidental dos Estados Unidos e México.
  • Corrente de Humboldt (ou do Peru). Flui de sul a norte pelos litorais do Chile e do Peru.
  • Corrente Oyashio. Flui de norte a sul pelos litorais orientais da Rússia, à altura da península de Kamchatka.

Correntes quentes:

  • Corrente Kuroshio. Flui de sul a norte pelas costas das Filipinas, China e Japão.
  • Corrente Leste Australiana. Flui da linha do Equador para os trópicos ao longo do litoral leste da Austrália.
  • Corrente Equatorial Norte. Flui de leste a oeste entre os paralelos de 10° e 15° de latitude norte.
  • Corrente Equatorial Sul. Flui de leste a oeste entre os paralelos de 10° e 15° de latitude sul.

Ilhas do oceano Pacífico

As maiores ilhas do oceano Pacífico são:

  • Nova Guiné. É uma ilha compartilhada pela Papua Nova Guiné e pela Indonésia. Trata-se da segunda maior ilha do mundo, com uma extensão de 785 mil quilômetros quadrados.
  • Honshu. É a maior ilha do Japão e tem uma extensão de 227 mil quilômetros quadrados.
  • Celebes. Pertence à Indonésia e tem uma extensão de 174 mil quilômetros quadrados.
  • Ilha Sul. É a maior ilha da Nova Zelândia e tem uma extensão de 145 mil quilômetros quadrados.
  • Ilha Norte. Pertence à Nova Zelândia e tem uma extensão de 111 mil quilômetros quadrados.

Poluição no oceano Pacífico

Océano Pacífico
No oceano Pacífico Norte se encontra a maior ilha de plástico do mundo.

A degradação ambiental do oceano Pacífico se deve principalmente à poluição química, à contaminação por plásticos e à poluição resultante das explorações petrolíferas nas plataformas submarinas.

Poluição química

A poluição química é causada pelo descarte de metais pesados e produtos industriais. Estes poluentes entram no oceano através de atividades como agricultura, mineração e indústria. A exposição a estas substâncias pode ter consequências graves para a vida marinha e para a saúde humana.

Poluição por plásticos

Os resíduos plásticos, desde microplásticos até objetos maiores, acumulam-se cada vez mais no oceano. As “ilhas de plástico” são enormes acumulações de lixo que flutuam na água. No oceano Pacífico, encontra-se a maior ilha de plástico do planeta: estima-se que tenha 1,6 milhão de quilômetros quadrados e que contenha mais de 80 mil toneladas de plástico.

Poluição por explorações petrolíferas

As atividades de exploração petrolífera nas plataformas continentais do oceano Pacífico são uma fonte importante de poluição. Os derramamentos de petróleo e a liberação de produtos químicos podem ter efeitos prejudiciais nos ecossistemas marinhos, na vida selvagem e na saúde das populações litorâneas.

A Fossa das Marianas

A Fossa das Marianas é a área mais profunda dos oceanos da Terra. Está localizada a oeste do oceano Pacífico, no litoral da Papuá-Nova Guiné, Indonésia, Filipinas, China e Japão, e é o resultado da subducção da placa do Pacífico com a das Filipinas.

Esta fossa se estende ao longo de uns 2550 quilômetros e tem uma profundidade máxima conhecida de aproximadamente 10 992 metros. Sua profundidade é maior que a altura do monte Everest, a montanha mais alta do mundo.

Apesar da extrema pressão e escuridão nas profundezas, a Fossa das Marianas abriga uma diversidade de vida marinha adaptada às condições extremas. Foram descobertas espécies de peixes abissais e outros organismos que desenvolveram adaptações para sobreviver neste ambiente hostil.

A Fossa das Marianas tem sido um foco de pesquisa científica devido à possibilidade de descobrir novas espécies e compreender melhor a geologia das profundidades marinhas. Submarinos tripulados e não tripulados foram utilizados para explorar as suas profundidades e recolher dados sobre as suas características geológicas e biológicas.

A Grande Barreira de Corais

Gran barrera de Coral - Océano Pacífico
A Grande Barreira de Corais, na Austrália, inclui mais de dois mil recifes.

A Grande Barreira de Corais é o maior sistema de recifes de corais do mundo e está localizado no litoral nordeste da Austrália. Encontra-se no Mar de Coral, perto do litoral de Queensland. Embora sua extensão exata seja difícil de estabelecer, estima-se que tenha 2300 quilômetros de comprimento.

É composta por mais de dois mil recifes e cerca de mil ilhas, e sua magnitude é tal que pode ser vista do espaço. Além disso, contém uma grande biodiversidade, composta por milhares de espécies de peixes, corais, moluscos, esponjas, tartarugas marinhas e tubarões.

Pelo seu grande valor paisagístico, turístico e ecológico, a Grande Barreira de Corais foi declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1981. Apesar disso, enfrenta diversas ameaças, como o aumento da temperatura da água devido às mudanças climáticas e à poluição. Os esforços de conservação da Austrália se centram na preservação e mitigação dos riscos para os ecossistemas que compõem a Grande Barreira de Corais.

O Círculo de Fogo

Océano Pacífico
O Círculo de Fogo do oceano Pacífico é caracterizado por intensa atividade sísmica e vulcânica.

O Círculo de Fogo do oceano Pacífico, também chamado de Anel de Fogo, é uma região da bacia do oceano Pacífico caracterizada por intensa atividade sísmica e vulcânica.

Esta região é propensa a terremotos, porque os limites das placas tectônicas produzem uma constante atividade sísmica. Alguns dos terremotos de maior magnitude da história, como o do Chile em 1960 ou o do Japão em 2011, aconteceram nesta região.

No Círculo de Fogo também há uma grande quantidade de vulcões ativos. Alguns dos muitos vulcões ativos desta região são o Monte Santa Helena, nos Estados Unidos, o Monte Fuji, no Japão, o vulcão Cotopaxi, no Equador e o vulcão Puyehue, no Chile.

Referências

Como citar?

As citações ou referências aos nossos artigos podem ser usadas de forma livre para pesquisas. Para citarnos, sugerimos utilizar as normas da ABNT NBR 14724:

SPOSOB, Gustavo. Oceano Pacífico. Enciclopedia Humanidades, 2024. Disponível em: https://humanidades.com/br/oceano-pacifico/. Acesso em: 19 abril, 2024.

Sobre o autor

Autor: Gustavo Sposob

Professor de Geografia do ensino médio e superior (UBA).

Traduzido por: Cristina Zambra

Licenciada em Letras: Português e Literaturas da Língua Portuguesa (UNIJUÍ)

Data da última edição: 25 março, 2024
Data de publicação: 26 fevereiro, 2024

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