Victor Hugo

Vamos explicar quem foi Victor Hugo, quais foram suas obras mais importantes e por que ele é um dos maiores representantes da literatura francesa e europeia.

Victor Hugo é um dos maiores escritores da língua francesa.

Quem foi Victor Hugo?

Victor Hugo foi um romancista, poeta e dramaturgo francês, é considerado uma das grandes vozes da literatura francesa e um dos mais renomados intelectuais do século XIX. Seus romances, Os Miseráveis e Notre-Dame de Paris (Nossa Senhora de Paris) são provavelmente algumas das obras mais conhecidas e celebradas da tradição literária europeia.

Irmão dos escritores Eugène e Abel Hugo, ele também era um político comprometido com a história francesa e um fervoroso opositor de Napoleão III (Bonaparte) e do Segundo Império Francês. Por isso, sua obra abrange não só a ficção literária, mas também as crônicas de viagem e os discursos políticos e morais.

Victor Hugo foi uma figura central do pensamento romântico europeu, cuja obra foi apreciada tanto por escritores e intelectuais quanto pelo resto do povo francês. É por isso que, quando ele morreu, a nação lhe dedicou um funeral de Estado e seus restos mortais repousam no Panteão de Paris.

Nascimento e juventude de Victor Hugo

Victor-Marie Hugo nasceu em Besançon, no leste da França, no dia 26 de fevereiro de 1802. Era o caçula dos três filhos do General Joseph Léopold Sigisbert Hugo (1773–1828), comandante de batalhão do Regimento Imperial de Dubois, e sua esposa Sophie Trébuchet (1772–1821). Os dois irmãos mais velhos eram Abel (1798–1855) e Eugène (1800–1837).

Seus primeiros anos foram marcados por constantes mudanças, pois seu pai se mudava, de acordo com as necessidades do exército napoleônico: Paris, Elba, Nápoles e Madri foram alguns dos lugares que o jovem Victor conheceu durante sua infância. Sua mãe, porém, sempre permaneceu em Paris, pois seus pais não tinham um relacionamento muito estável.

Em 1813, o casal se separou definitivamente, devido a um caso que sua mãe havia tido com o general Victor Lahorie, que era o padrinho de Victor Hugo, e em homenagem a ele o escritor recebeu seu nome.

Nesse contexto, os irmãos Hugo viviam de forma irregular, alternando entre a casa paterna e a materna. Foi com a derrota de Napoleão, em 1815, que tiveram mais estabilidade. Naquele ano, Victor e seu irmão Eugène entraram para a Pension Cordier e depois para o Lycée Louis-le-Grand, onde estudaram até 1818. Depois, Victor continuou seus estudos na Universidade de Paris, na área de direito.

Durante esses anos de juventude, Victor descobriu de forma autodidata sua vocação literária: enchia cadernos inteiros com versos e escrevia diários pessoais nos quais, com apenas quatorze anos de idade, deixou registrado: “Quero ser um Chateaubriand ou nada”. Suas ambições eram extremamente altas. Sua mãe e seu irmão Eugène eram seus únicos leitores.

Então, em 1817, participou de um concurso de poesia patrocinado pela Academia Francesa de Letras e recebeu uma menção por seu poema “Apenas três lustros” (Trois lustres à peine, em francês). Em 1819, recebeu seus primeiros prêmios de poesia da Academia dos Jogos Florais de Toulouse e, em 1820, outro prêmio por seu poema “Moisés no Nilo” (Moïse sur le Nil).

Em 1819, incentivado por sua mãe e por seus recentes sucessos, Victor fundou com seus irmãos a revista literária Le Conservateur littéraire, que continha os primeiros ensaios dos poetas Alphonse de Lamartine e André de Chénier. A publicação foi interrompida em 1821, no mesmo ano em que sua mãe morreu repentinamente.

O casamento e as primeiras publicações

Victor Hugo e Adèle Foucher foram casados durante 46 anos.

Por ocasião da morte de sua mãe, Victor Hugo estava cortejando a jovem Adèle Foucher, filha de um casal amigo de seus pais, amigos de infância. Escreveu-lhe cerca de 200 cartas de amor, apesar de seu irmão Eugène também estar apaixonado por ela.

Em 1822, a publicação bem-sucedida da primeira coleção de poemas de Victor, intitulada Odes e Poesias Diversas, rendeu-lhe uma pensão anual de mil francos do rei Luís XVIII. Com esse dinheiro, Victor se animou a pedir Adèle em casamento. Aos 20 anos de idade e com 1500 exemplares de seu primeiro livro vendidos, Victor Hugo se casou com a mulher que seria sua esposa por quarenta e seis anos.

Já seu irmão Eugène, por causa de seu despeito, caiu em uma profunda depressão. Mais tarde, desenvolveu uma doença mental que o forçou a passar o resto de seus dias em um hospício até sua morte em 1837.

Victor e Adele tiveram um relacionamento duradouro que gerou cinco filhos: Leopold, que morreu poucas semanas após o nascimento; Léopoldine (1824–1843); Charles (1825–1871); François-Victor (1828–1873) e Adèle (1830–1915). Após seu casamento, Victor Hugo começou a escrever suas primeiras narrativas.

Em 1823, ele publicou Han da Islândia, seu primeiro romance, que foi recebido sem muito entusiasmo. Uma crítica positiva do escritor Charles Nodier (1780–1844), no entanto, resultou em uma amizade entre os dois escritores, o que abriu as portas da Bibliothèque de l'Arsenal para Victor Hugo, onde o grupo literário Cénacle, o berço do romantismo francês, se reunia.

Ao longo de 1824, colaborou com a publicação mensal La Muse Française (1823–1824), o órgão oficial do movimento romântico, e publicou uma nova coleção de versos: Novas odes, na qual dedicou alguns poemas a seu pai. Também publicou Bug-Jargal, um romance no qual havia começado a trabalhar quando tinha apenas 16 anos.

Em 1827, publicou Cromwell, sua primeira peça, que rompeu com a tradição dramática clássica e consistia em 6 mil versos. A peça nunca foi encenada, mas foi o conteúdo de seu prefácio que criou uma agitação literária. Esse texto é considerado a pedra fundamental do romantismo francês.

No ano seguinte, seu pai morreu. Mas o luto não interrompeu a maré criativa de Victor Hugo. No mesmo ano, ele publicou Odes e Baladas, outro compêndio poético, e o romance O Último Dia de um Condenado à Morte. No ano seguinte, foi publicado Os Orientais, uma coleção de poemas firmemente comprometidos com o exotismo romântico. Em 1830, veio o drama romântico Hernani. Em 1831, Marion de Lorme e também Notre Dame de Paris, um romance que lançou Victor Hugo definitivamente ao estrelato.

O estrelato literário de Victor Hugo

Victor Hugo conheceu Juliette Drouet em 1833 e iniciaram um romance que duraria até a morte da atriz.

O reconhecimento literário trouxe novos amigos a Victor Hugo, como o pintor Eugène Delacroix (1798–1863), o dramaturgo Alfred de Musset (1810–1857), o historiador Prosper Mérimée (1803–1870), o poeta Alphonse de Lamartine (1790–1869) e o crítico literário Charles Augustin Sainte-Beuve (1804–1869), com quem Adèle teve um caso em 1831.

Victor Hugo também assistia aos compositores Hector Berlioz (1803–1869), Franz Liszt (1811–1886) e Giacomo Meyerbeer (1791–1864), bem como ao seu ídolo de infância, o prosador francês François-René de Chateaubriand (1768–1848). Produziu também várias coleções de poesia, incluindo a famosa As folhas de outono.

No entanto, seus verdadeiros sucessos durante esses anos foram no teatro. Em 1830, a aparição de Hernani fez de Victor Hugo o ícone de um movimento de renovação das formas teatrais, liderado pelo poeta e dramaturgo Théophile Gautier (1811-1872) e inspirado pelas mudanças provocadas pela Revolução de 1830. Aqueles eram tempos instáveis na política, e isso se refletia nas artes.

Algumas das peças de Hugo chegaram a ser proibidas pelo governo, como Marion de Lorme em 1829 (embora tenha estreado em 1832) e O Rei se Diverte no ano seguinte. Isso só aumentou a importância de Hugo como dramaturgo revolucionário.

Em 1833, conheceu a atriz Juliette Drouet, a mais importante de suas muitas amantes, que viria a se tornar sua secretária e companheira de viagem. Desde essa data até o dia de sua morte, em 1883, Juliette dedicou sua vida a Victor Hugo. Abandonou sua carreira de atriz e passou a viver praticamente confinada, aguardando a companhia do romancista francês.

Durante aqueles anos, Hugo não parou de produzir novas peças. Em 1841, seu talento foi reconhecido pela Academia Francesa de Letras, na qual finalmente foi aceito, depois de três tentativas frustradas devido à oposição dos adversários do romantismo.

Entretanto, sua maré criativa logo chegou ao fim: em 1843, sua filha recém-casada, Léopoldine, morreu afogada com o marido em um acidente. Essa tragédia familiar afetou muito Victor Hugo e, depois de escrever mais alguns versos de As Contemplações, ele mergulhou em um silêncio literário por quase oito anos.

A Revolução de 1830, também chamada de Revolução de Julho ou Três Revoluções Gloriosas, foi uma insurreição das classes média e popular contra o governo autocrático do rei Carlos X da França. Deu-se em Paris em julho de 1830, quando o rei dissolveu o parlamento após uma eleição que foi desfavorável a ele. No seu lugar, foi eleito o chamado “rei cidadão”, Louis-Philippe I da França, e a França recebeu uma Constituição liberal.

A política e o exílio

Victor Hugo envolveu-se na política e teve que se exilar em resposta ao golpe de Estado de 1851.

Com o passar dos anos, Victor Hugo se afastou das posições realistas. Ao invés disso, aproximou-se dos setores sociais que lutavam pela democracia e pelo estabelecimento da República Francesa, até se tornar um republicano furioso.

Essa transição política deu seus primeiros passos por volta de 1844, quando sua projeção literária permitiu que ele se tornasse um confidente do rei Luís Filipe I, oportunidade que Victor Hugo viu para introduzir algumas mudanças no sistema. Em 1845, recebeu o título de “Par da França”, reservado à família do rei e a outras personalidades ilustres.

Quando uma nova revolução eclodiu em 1848, Victor Hugo era prefeito do oitavo distrito de Paris e se envolveu na repressão das revoltas dos trabalhadores em junho. Mais tarde, porém, criticou abertamente o massacre dos manifestantes. Naquele mesmo ano, fundou o jornal L'Événement e foi eleito deputado nacional da Segunda República, no lado político conservador.

A Revolução de 1848 foi uma rebelião popular em Paris, em fevereiro daquele ano, que pôs fim à monarquia do rei Filipe I da França e estabeleceu a Segunda República. Os eventos foram desencadeados pela proibição do governo ao direito de reunião, uma tentativa de conter a proliferação de reuniões da oposição. Essa revolução acendeu o pavio para a chamada “Primavera dos Povos”, que envolveu insurreições semelhantes em toda a Europa e foi um evento importante na história moderna do Ocidente.

Contudo, a partir de 1849, após a dissolução da Assembleia Nacional, as posições políticas de Victor Hugo deram uma guinada definitiva. Sendo deputado da Assembleia Legislativa, proferiu seu famoso discurso sobre a miséria (Détruire la misère “Acabar com a miséria”) e rompeu com seus antigos amigos políticos, criticando suas posições reacionárias e com o então presidente Napoleão III (Charles-Louis Napoléon Bonaparte).

Em 1851, o governo republicano executou um autogolpe de Estado, e o presidente Bonaparte se estabeleceu como imperador dos franceses, sob o nome de Napoleão III. Quando a perseguição aos dissidentes começou, Victor Hugo fugiu para Bruxelas, na Bélgica. Lá, criticou o golpe de Estado e escreveu várias obras políticas, incluindo Napoleão, o Pequeno e História de um Crime. Também publicou um compêndio de poesia satírica: Os Castigos, em 1853.

Suas publicações levaram à sua expulsão da Bélgica, de forma que Hugo partiu para a ilha de Jersey, no canal da Mancha, na companhia de Juliette. Lá, dedicou-se novamente à escrita e ao espiritualismo, em parte na esperança de entrar em contato com sua filha falecida. Mas em 1855 ele foi expulso novamente, dessa vez por criticar abertamente a visita da rainha Vitória da Inglaterra à França.

Estabelecido na ilha de Guernsey, Victor Hugo se dedicou à criação literária: em 1856, foram lançados os versos de As Contemplações, considerados sua maior criação poética e uma demonstração fiel dos tormentos existenciais que o afligiam na época.

Também escreveu dois poemas épicos de natureza metafísica: “O Fim de Satã” e “Deus”, ambos girando em torno dos confrontos entre o bem e o mal, nenhum dos quais foi publicado até depois de sua morte. Também concluiu o primeiro volume de seu enorme poema épico-histórico A Lenda dos Séculos, cujos segundo e terceiro volumes foram publicados anos depois, em 1877 e 1883, respectivamente.

Em 1859, o governo francês ofereceu aos prisioneiros políticos e exilados anistia e retorno à França, embora sob o mesmo sistema de governo. Hugo e outros expatriados franceses recusaram.

Os Miseráveis

Publicado em 1862, Os Miseráveis é considerada a maior obra de Victor Hugo.

Pouco tempo depois, Victor Hugo voltou à narrativa. Retomou um romance abandonado, Os Miseráveis, sua obra mais famosa, que foi publicada em 1862. O romance foi um sucesso quase imediato na França e foi rapidamente traduzido para outros idiomas, rendendo-lhe imensa fama internacional.

Considerado um dos romances mais importantes da literatura europeia do século XIX, Os Miseráveis conta, em cinco volumes, uma história de amor e de ódio e ressentimento contra a sociedade, materializada em seu protagonista, Jean Valjean, condenado a cinco anos de prisão por roubar pão para alimentar sua família.

Essa obra apresenta um estudo da sociedade da época, que retrata a pobreza, o conservadorismo e o classismo. Há também um relato da revolta parisiense de 1832 e do funeral de Jean Maximilien Lamarque (1770–1832), um famoso revolucionário militar francês. Por isso, pode ser considerado um romance épico, ao mesmo tempo realista e romântico.

Os Miseráveis contou com uma campanha publicitária em massa e com a fama de que Hugo já gozava, sobretudo após o êxito de Notre-Dame de Paris.No entanto, o romance recebeu críticas contraditórias, especialmente de setores mais conservadores, que não viram com bons olhos a simpatia com que os revolucionários foram retratados no texto.
 

Outros leitores se queixaram do excesso de sentimentalismo da obra, e o escritor Gustave Flaubert (1821–1880) criticou o fato de os personagens falarem “todos muito bem, porém todos da mesma maneira”. Já autores como Charles Baudelaire (1821–1867) elogiaram o sucesso de Hugo. Finalmente, a Igreja Católica proibiu o livro, incluindo-o em seu Index Librorum Prohibitorum.

A publicação de Os Miseráveis foi seguida por outro romance, uma homenagem ao povo de Guernsey, intitulado Os Trabalhadores do Mar, em 1866. E depois O Homem que Ri, em 1869. Mas esses anos foram ofuscados pela notícia da morte de sua esposa Adèle, em 27 de agosto de 1868.

Em 1863, Adèle Hugo publicou uma biografia de seu marido, intitulada Memórias de Victor Hugo, por meio de uma Testemunha de sua Vida (Victor Hugo Raconté par un témoin de sa vie, em francês). Nesta biografia, o leitor encontra informações sobre os pensamentos e os talentos literários de Victor Hugo.

O difícil retorno à França

As experiências de Victor Hugo com a criação de seus netos o inspiraram a escrever A arte de ser avô.

Em 1870, eclodiu a Guerra Franco-Prussiana, que foi resolvida com a queda do Império Francês e o estabelecimento da Terceira República Francesa. Victor Hugo pôde, finalmente, voltar à sua pátria. Em 1870, participou da defesa de Paris sob o governo republicano e, em 1871, foi eleito deputado da Assembleia Nacional, cargo ao qual renunciou pouco tempo depois. Naquele ano, além disso, seu filho Charles morreu repentinamente e ele teve que ir à Bélgica para resolver os assuntos de sua herança.

Durante sua estada em Bruxelas, eclodiu a insurreição da Comuna de Paris, e Victor Hugo criticou duramente a repressão deflagrada. Esse gesto resultou em sua expulsão de Paris, levando-o a se refugiar em Luxemburgo, Vianden, Diekirch e Mondorf-les-Bains, sucessivamente, por vários meses. Foi nessas localidades que ele completou sua coleção de poemas O Ano Terrível.

No final de 1871, retornou a Paris e aceitou ser o candidato republicano para a eleição de 1872. Entretanto, era visto como um “radical” e sua proposta de perdoar os comunardos foi mal recebida. No mesmo ano, retornou a Guernsey, onde escreveu seu último romance, Noventa e três, ambientado durante o Terror Revolucionário Francês, que foi publicado em 1874.

Em 1873, voltou a instalar-se em França, mas desta vez dedicou-se à criação dos netos Georges e Jeanne. A experiência lhe agradou tanto que escreveu A Arte de Ser Avô, um compêndio de poesia lírica centrada na infância. Três anos mais tarde, foi eleito senador da República e opôs-se ativamente ao presidente Patrice de Mac Mahon quando este dissolveu a câmara baixa do parlamento.

A sua saúde começa a dar os primeiros sinais de debilidade. Em 1878, depois de proferir o discurso de abertura do Congresso Literário Internacional, retirou-se durante quatro meses à Guernsey para descansar. Suas doenças não lhe permitiram produzir mais obras literárias, porém, durante esses anos continuaram aparecendo diferentes antologias da sua poesia.

A morte e o legado de Victor Hugo

Em 1883, a sua amada Juliette faleceu com 77 anos. Victor Hugo já tinha mais de 80 anos. Dois anos depois, em 22 de maio de 1885, foi o próprio Victor Hugo que morreu na capital francesa, onde recebeu um funeral de Estado.

Seus restos mortais foram enterrados sob o Arco do Triunfo, com a presença de uma enorme multidão de intelectuais, políticos e pessoas comuns. Cerca de dois milhões de pessoas acompanharam seu féretro até o Panteão Nacional, onde ele repousa até hoje.

Seu legado literário foi enorme e abrangeu os gêneros de poesia, narrativa, drama, oratória política e textos de viagem. Durante seu exílio em Guernsey, ele também cultivou o desenho e a fotografia, deixando para trás um arquivo fotográfico de quase 350 obras. Embora seja conhecido principalmente como um narrador de histórias em todo o mundo, na França ele é considerado um dos maiores poetas nacionais.

Em termos de seu pensamento político, Hugo era um defensor do sistema republicano, e seus discursos se concentravam na luta contra a segregação e a desigualdade social. Foi um dos poucos homens de sua época a levantar a voz pelos direitos das mulheres e um promotor da criação dos Estados Unidos da Europa, como uma solução para os eternos conflitos entre as potências do continente.

Com o tempo, a imagem de Hugo se tornou um símbolo da república francesa e um ícone artístico nacional, inspirando a resistência francesa durante a Segunda Guerra Mundial. Suas obras foram amplamente traduzidas e adaptadas para o cinema, ópera, animação e televisão.

Principais obras de Victor Hugo

A obra de Victor Hugo foi particularmente extensa e diversificada, porém seus trabalhos mais conhecidos são:

Narrativa:

  • Os Miseráveis(1862)
  • O Homem que Ri (1869)
  • Noventa e três (1874)

Poesia:

  • As Folhas de outono (1832)
  • A Lenda dos Séculos (1859)
  • O Ano Terrível (1872)

Dramaturgia:

  • Cromwell (1827)
  • Hernani (1830)
  • Napoleão, o Pequeno (1852)
  • História de um Crime (1877)

Referências

  • Barrère, J. B. (2023). Victor Hugo (French writer). The Encyclopaedia Britannica. https://www.britannica.com/ 
  • Hugo, A. (1863). Memorias de Víctor Hugo. Trad. Nemesio Fernández Cuesta. Imprenta Las Novedades. 
  • Ministerio de Cultura de Argentina. (2022). Víctor Hugo, el último gigante. https://www.argentina.gob.ar/ 
  • Telesur. (2023). Conozca la vida del escritor francés Víctor Hugo. https://www.telesurtv.net/ 

Como citar?

As citações ou referências aos nossos artigos podem ser usadas de forma livre para pesquisas. Para citarnos, sugerimos utilizar as normas da ABNT NBR 14724:

FARÍAS, Gilberto. Victor Hugo. Enciclopedia Humanidades, 2024. Disponível em: https://humanidades.com/br/victor-hugo/. Acesso em: 19 abril, 2024.

Sobre o autor

Autor: Gilberto Farías

Licenciado em Letras (Universidad Central de Venezuela)

Traduzido por: Márcia Killmann

Licenciatura em letras (UNISINOS), Doutorado em Letras (Universidad Nacional del Sur)

Data da última edição: 1 março, 2024
Data de publicação: 24 fevereiro, 2024

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