Islã

Vamos explicar o que é o Islã e quais são os pilares da fé nos quais se fundamenta essa religião.

O Islã é uma religião que defende um único deus, Alá, e se fundamenta no livro do Alcorão (ou Corão).

O que é o Islã?

O Islã é uma religião monoteísta que defende a existência de um único deus (Alá) e segue os ensinamentos do profeta Maomé. Tem como base dois escritos principais: o Alcorão, que contém a revelação divina e os valores da religião, e a Tradição do Profeta Maomé, que relata a vida e os ensinamentos do profeta.

O Islã surgiu no século VII na península Arábica e hoje é a segunda maior religião do mundo, com mais de 1,2 bilhão de fiéis. É uma religião que possui internamente diferentes tradições, escolas, seitas e doutrinas. Seus fiéis pertencem a diferentes sociedades, nações e grupos étnicos.

A doutrina fundamental da religião islâmica estabelece “os cinco pilares da fé”, que é como são conhecidos os deveres de seus fiéis: a profissão de fé, a oração, a caridade, o jejum e a peregrinação. Há também uma série de recomendações e proibições que regulam a vida social e individual dos muçulmanos, como não comer determinados alimentos ou ingerir bebidas alcoólicas.

Ao mesmo tempo, a vida dos muçulmanos também é regida por práticas tradicionais que não têm origem doutrinária, mas que acabaram se tornando costumes religiosos. Entre elas está o código de vestimenta que estipula o uso do niqab (véu) pelas mulheres.

Islã ou islamismo? Os termos islã e islamismo possuem significados diferentes. O Islã é a religião pregada pelo profeta Maomé que é praticada por seus milhões de fiéis. O islamismo é um movimento político heterogêneo que surgiu no século XX, visando a organizações estatais baseadas na lei religiosa muçulmana. Dentro da grande variedade que compõe o islamismo, há grupos terroristas fundamentalistas que usam a violência.

Origem do Islã

O símbolo do Islã é uma lua crescente e uma estrela menor de cinco pontas.

O Islã surgiu no século VII na península Arábica, com a pregação do profeta Maomé. Maomé nasceu em Meca e, aos 40 anos de idade, começou a transmitir sua revelação. Afirmava que havia recebido a palavra de Alá (o único deus) e que não era o único profeta, mas o último. Ele acreditava que Abraão, Moisés e Jesus eram profetas anteriores do mesmo deus, mas que ele, Maomé, havia recebido a última revelação.

Por sua pregação, foi rejeitado em Meca, que era o principal centro urbano da região. Lá, os árabes praticavam uma religião politeísta e adoravam seus deuses na Kaaba, o local sagrado da cidade. Maomé migrou para Medina em 622. Esse evento é conhecido como a Hégira e é considerado o ponto de partida do calendário muçulmano.

Em Medina, o poder e o prestígio de Maomé cresceram e a maioria dos habitantes se tornou fiel. A partir de então, ao lado dos seus seguidores, conquistaram alguns oásis na península Arábica e começaram a construir um Estado muçulmano. Em 630, invadiu Meca, subjugou as autoridades da cidade e suprimiu o antigo culto politeísta. Dois anos depois, morreu em Medina.

Expansão do Islã

Em muitas regiões, a disseminação do Islã andou lado a lado com a expansão territorial de diferentes estados islâmicos ao longo da história.

Durante a vida de Maomé, a religião islâmica chegou a ocupar metade da península Arábica. Durante o período do Califado Ortodoxo, foram conquistados o restante dos territórios da península, o Egito e a região da Anatólia. Sob a dinastia omíada, o Islã ocupou o restante do norte da África, a Península Ibérica europeia e estendeu seus territórios para a Ásia Menor, fixando a capital em Damasco.

No reinado da dinastia abássida, a capital se mudou para Bagdá e incentivou-se um grande desenvolvimento da cultura islâmica. Contudo, o território era tão vasto que se tornou difícil mantê-lo unido e, após várias divisões internas, o Império Mongol, liderado por Gengis Khan, conquistou o reino abássida. A chegada do Islã ao Paquistão, à Índia e em Bangladesh data dos séculos X e XI.

A partir daí, os herdeiros do Império Mongol foram os principais propagadores da religião muçulmana. E quando este se desfez, o Império Turco Otomano despontou como o grande Estado muçulmano.

Por outro lado, a disseminação do Islã na África Subsaariana e no Sudeste Asiático ocorreu geralmente por meios pacíficos, pela conversão e pela pregação do misticismo sufi.

Pilares da fé

Os “cinco pilares da fé” estabelecem as obrigações básicas dos fiéis.

A doutrina do Islã é baseada no texto do Alcorão. Entre outras coisas, detalha os chamados “cinco pilares da fé”, que estabelecem as obrigações básicas dos fiéis.

  • Shahada: a profissão de fé. A shahada é a afirmação da crença muçulmana e consiste em dizer “não há Deus além de Deus, e Maomé é seu profeta”.
  • Salat: a oração. Os muçulmanos devem orar cinco vezes por dia. As orações podem ser feitas solitariamente em um espaço privado, mas nas sextas-feiras devem comparecer à mesquita. A oração em companhia visa a fortalecer o espírito da comunidade muçulmana.
  • Sawn: o jejum. Os fiéis que atingiram a puberdade e estão saudáveis de corpo e mente devem jejuar durante o mês do Ramadã. A restrição envolve comida e bebida, tabaco, perfume e relações sexuais, e deve durar o dia todo até o anoitecer. O intuito dessa prática é se afastar das paixões terrenas para permanecer atento a Deus.
  • Zakat: a esmola. Os fiéis consideram que todos os bens foram concedidos por Deus e, portanto, devem ser justificados e purificados. Isso é feito com a doação de esmolas, usadas para ajudar os pobres, os indigentes, as viúvas e os órfãos. As esmolas também são usadas para travar uma guerra contra os infiéis (jihad).
  • Hajj: a peregrinação. A obrigação de ir a Meca uma vez na vida é para todos os muçulmanos adultos e saudáveis que tenham condições físicas suficientes para realizar a peregrinação. Lá, o peregrino deve ir à Mesquita Kaaba, onde está localizada a chamada Pedra Negra (uma relíquia sagrada).

Cerimônias

A cerimônia de casamento requer pelo menos duas testemunhas.

Em relação às cerimônias importantes para o Islã, são as seguintes:

  • O nascimento. No momento do nascimento, o pai da criança sussurra no ouvido da criança o “chamado à oração”. Em seguida, coloca um pouco de mel na língua da criança. A partir desse ritual, a criança se torna muçulmana. Após uma semana do nascimento, é realizada uma cerimônia chamada aquiqa, na qual o recém-nascido recebe um nome.
  • O casamento. No Islã tradicional, o noivo é sugerido pelos pais, mas o futuro cônjuge pode recusar a proposta se quiser. Quanto ao ritual de casamento, deve haver pelo menos duas testemunhas para a cerimônia. O casamento pode ser realizado na casa de um dos cônjuges ou na mesquita. Ambos os cônjuges devem se ajoelhar na frente do imã (que conduz a cerimônia) para declarar que estão se casando por vontade própria.
  • A morte. Se a pessoa souber que vai morrer, deve começar a recitar algo chamado a shahada, mas se não for possível que a própria pessoa a recite, então cabe aos presentes recitá-la. O corpo do falecido deve ser lavado com água, por pessoas do mesmo sexo que a pessoa falecida, e envolto na irma, o lençol branco sagrado, e finalmente levado para a mesquita.

Textos sagrados do Islã

islamismo - corán
O Alcorão é o livro sagrado do Islã e contém a revelação de Deus que Maomé recebeu.

Os dois textos mais importantes do Islã são o Alcorão e a Sunna.

Os muçulmanos consideram o Alcorão um reflexo fiel da palavra que Alá ditou a Maomé. Os resquícios mais antigos do texto indicam que a elaboração do dogma ocorreu entre os séculos VII e IX. Esse livro estabeleceu a base para a elaboração dos ritos, leis e teologia muçulmanos.

Contudo, nem todos os aspectos da religião e da lei são revelados no Alcorão. Para isso, os muçulmanos das gerações posteriores a Maomé estudaram o comportamento do Profeta e compilaram escritos relacionados à sua vida exemplar. A compilação desses textos é a Sunna, também conhecida como a Tradição do Profeta Maomé. A Sunna é composta de vários hadiths ou narrativas e cada tradição do Islã reconhece diferentes hadiths como válidos.

A sharia

A sharia estabelece os parâmetros de comportamento para os muçulmanos.

A sharia é comumente conhecida como “lei islâmica”. Trata-se de um texto elaborado por sábios muçulmanos entre os séculos VII e IV, cujo objetivo era responder aos problemas apresentados por situações da vida que não estavam contempladas no Alcorão.

No entanto, é importante esclarecer que não se trata de um código jurídico com uma prescrição legal, mas de um código de comportamento que define o caminho a ser seguido como indivíduo e como comunidade para se aproximar de Deus. A sharia estabelece a moral do Islã e detalha aquilo que é permitido e proibido. Os muçulmanos consideram que a sharia estabelece normas que não mudam com o passar do tempo ou de acordo com o contexto cultural, pois fazem parte da verdade revelada por Alá.

O texto tem uma seção dedicada aos atos de adoração divina e à ordem cotidiana dos fiéis. Nela são detalhados os rituais de purificação, oração, jejum, caridade e outros assuntos relacionados aos pilares da fé.

Além disso, há outra seção dedicada à regulamentação das interações humanas e da comunidade, como a regulamentação de transações, leis de casamento e divórcio, responsabilidades parentais, alimentação, questões de guerra e paz, a constituição de crimes e suas punições.

Jihad

Jihad é um conceito problemático porque está sujeito a diferentes interpretações dentro das tradições islâmicas. É um termo árabe que significa literalmente “esforço", embora muitas vezes seja traduzido como “guerra santa”. Jihad é um preceito que obriga a comunidade muçulmana a defender sua fé.

Há duas interpretações básicas no Islã sobre o significado dessa obrigação:

  • Uma primeira corrente entende a jihad como a guerra santa dos muçulmanos contra os infiéis e considera essa obrigação como o sexto pilar da fé islâmica. Nesse sentido, defende que é um dever que todos os fiéis devem cumprir de alguma forma.
  • Outra corrente considera que a jihad não tem um significado bélico, mas se refere ao esforço para superar as dificuldades. Nesse sentido, a violência é justificada em casos de defesa da comunidade e da vida do Islã.

Hoje em dia, os países muçulmanos são regidos por leis internacionais e a interpretação bélica da jihad perdeu muito de sua relevância. Os movimentos políticos muçulmanos modernos destacam a interpretação espiritual. Contudo, a tradição da jihad como imposição violenta aos infiéis foi retomada por alguns grupos políticos islâmicos fundamentalistas radicais.

Tradições dentro do Islã

Dentro do Islã, há diferentes tradições que têm distintas interpretações das revelações do Alcorão e, especialmente, dos ensinamentos de Maomé. Os principais ramos do Islã divergiram durante os séculos VII e VIII. Após a morte de Maomé, houve várias disputas sobre quem deveria ser seu sucessor, tanto em termos políticos quanto religiosos.

A posição sunita propunha seguir a lei do profeta e defendia que o próximo líder deveria ser o melhor governante do país. A posição xiita, porém, defendia que o sucessor deveria ser um membro da família do Profeta.

A princípio, essa divisão era apenas de natureza política. No entanto, com o tempo, foram surgindo diferenças teológicas e culturais.

Sunitas

A vertente sunita se impôs e, atualmente, representa cerca de 80% da ummah (comunidade muçulmana). É composta por diferentes escolas que se diferenciam na forma como executam alguns dos preceitos e obrigações da fé islâmica.

Aceita a legitimidade dos quatro primeiros sucessores de Maomé (Abu Bakr, Omar, Osman e Ali) e considera que as outras correntes do Islã introduziram inovações que se desviam da crença muçulmana.

Xiitas

A tradição xiita constitui cerca de 10% da ummah atualmente. Ao longo da história, os xiitas fizeram várias tentativas de se afirmar, mas, na maioria das vezes, tiveram de viver como minoria em ambientes de maioria sunita.

Os xiitas acreditam que a sucessão da liderança islâmica deve ser hereditária e transmitida entre os descendentes masculinos de Maomé (por meio de sua filha Fátima e do marido dela, Ali). Esses descendentes são conhecidos como “imãs”. Acredita-se que são inspirados pelo profeta e são intérpretes infalíveis da vontade divina, portanto, devem servir como líderes religiosos e políticos.

Sufis

Outra das grandes tradições do Islã é o sufismo, também conhecido como misticismo islâmico. Essa corrente enfatiza o aspecto espiritual da religião e defende que Deus pode ser encontrado no coração de cada muçulmano.

Os sufis praticam o ascetismo e pregam o amor, a santidade e a gnose. Organizam-se em confrarias e, além de participarem das orações na mesquita, têm suas próprias orações e ritos particulares. Realizam cerimônias de oração com cantos e, em algumas confrarias, com danças.

Mulheres no Islã

Há muita controvérsia sobre a posição das mulheres nas sociedades muçulmanas. Por um lado, sustenta-se que essa posição é humilhante e injusta e, portanto, é frequentemente vista como uma religião que se baseia na subordinação feminina.

Entretanto, existem aqueles que destacam que a desigualdade de gênero não é professada na lei islâmica, mas originada em práticas culturais patriarcais que algumas sociedades muçulmanas adotaram ao longo da história.

Nesse sentido, é importante destacar a grande heterogeneidade que existe no mundo muçulmano. Alguns países, como a Arábia Saudita, consideram as mulheres como cidadãs de segunda classe e têm leis que determinam a desigualdade de gênero de forma prescritiva; por exemplo, as mulheres não têm permissão para votar em algumas eleições ou dirigir veículos. Em outros países, o testemunho de uma mulher é menos válido do que o de um homem. Esses costumes não remontam à origem do Islã ou às práticas políticas da época de Maomé.

Por outro lado, há outros países em que a liberdade das mulheres não é restringida dessa forma. Por exemplo, houve mais mulheres chefes de Estado e de governo em países muçulmanos, como Paquistão, Bangladesh ou Indonésia, do que em países não islâmicos com uma cultura ocidental liberal, como Estados Unidos, França ou Reino Unido.

De fato, há uma corrente importante dentro do feminismo, chamada feminismo islâmico, que visa difundir a religião com uma condição de igualdade de gênero e socialmente justa.

O Islã nos dias de hoje

Atualmente, há mais de 1,6 bilhão de muçulmanos no mundo. Correspondem a 23% da população mundial e constituem uma comunidade que se estende por mais de 200 países.

Os países com a maior população islâmica são:

  • Indonésia (188 619 000).
  • Paquistão (144 788 000)
  • Índia (131 213 000)
  • Bangladesh (118 512 000)
  • Turquia (67 864 000)
  • Irã (67 610 000)
  • Egito (64 647 000)
  • Nigéria (54 891 000)
  • Argélia (31 729 000)
  • Marrocos (31 642 000)

Atualmente, a população islâmica está crescendo. Isso se deve à alta taxa de natalidade nos países muçulmanos e a um processo de reavivamento religioso que começou na década de 1970.

Esse aumento da fé islâmica surgiu como uma reação ao processo de ocidentalização pelo qual os países muçulmanos passaram. Em face das misérias da pobreza e da guerra, há uma busca pelo retorno a uma comunidade idealizada, com uma nova ordem jurídica que possa melhorar as condições de vida de seus habitantes.

Islamismo

No contexto do crescimento do Islã, surgiu o islamismo: uma corrente do Islã que busca transformar a estrutura política dos países muçulmanos para provocar mudanças positivas na sociedade. Argumenta que, para isso, é essencial que a nova ordem seja baseada na sharia (a lei islâmica que estabelece os princípios religiosos).

O islamismo não é um movimento homogêneo, e sim uma ideologia defendida por grupos bem diferentes.

A maioria desses grupos políticos busca transformar a sociedade através da educação religiosa dos indivíduos e sua ação política é centrada nas vias democráticas.

As organizações islâmicas mais importantes são:

  • Irmandade Muçulmana (Egito e Jordânia).
  • Frente Islâmica de Libertação (Argélia)
  • Partido da Renascença (Tunísia)
  • Jama'at-Islami (Paquistão)
  • Nahdlatul Ulama e Muhammadiya (Indonésia)
  • Hamas (Palestina)
  • Hezbollah (Líbano)

Terrorismo

O fundamentalismo islâmico é heterogêneo. Em geral, os fundamentalistas consideram que a maioria das sociedades islâmicas atuais está em um estágio de ignorância, que é chamado de yahiliya. Acreditam que isso se deve ao fato de que são regidas por leis criadas pelo homem e não pela lei divina.

Também acreditam que os sistemas políticos atuais se fundamentam em ideologias antirreligiosas, com um sistema de valores centrado no materialismo, no consumismo e na gratificação imediata. Contra essa noção, o objetivo dos fundamentalistas islâmicos é o estabelecimento de um Estado islâmico.

Dentro das associações fundamentalistas, há alguns grupos radicais que usam a violência. Entre eles estão a Al-Qaeda e Osama bin Laden, responsáveis pelos ataques terroristas às Torres Gêmeas e ao Pentágono (2001), Madri (2004), Londres (2005) e outras cidades, algumas em países de maioria muçulmana.

É importante ressaltar que esses grupos terroristas não representam o movimento islâmico como um todo, que, em sua maioria, não usa a violência para atingir seus objetivos e atua dentro do sistema político legal e democrático de seus países.

Referências

  • Fierro Bello, M. I. (1997). Islamismo. Scripta Fulgentina: revista de teología y humanidades, 7(13), 81-93.
  • Fierro Bello, M. I. (2002). ¿Qué es el islam?. Real Sociedad Económica Matritense de Amigos del País.
  • Flaquer, J. (2004). El Islam: descripción actual, dimensíón mundial, movimientos islámicos. EGUZKILORE, N° 18.Tamayo-Acosta, J. J. (2009). Islam: cultura, religión y política. Ed. Trotta

Como citar?

As citações ou referências aos nossos artigos podem ser usadas de forma livre para pesquisas. Para citarnos, sugerimos utilizar as normas da ABNT NBR 14724:

KISS, Teresa. Islã. Enciclopedia Humanidades, 2024. Disponível em: https://humanidades.com/br/isla/. Acesso em: 19 abril, 2024.

Sobre o autor

Autor: Teresa Kiss

Professora de História do ensino médio e superior.

Traduzido por: Márcia Killmann

Licenciatura em letras (UNISINOS), Doutorado em Letras (Universidad Nacional del Sur)

Data da última edição: 1 abril, 2024
Data de publicação: 24 fevereiro, 2024

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