Cinturão de Asteroides

Vamos explicar o que é o Cinturão de Asteroides, onde está localizado e como se originou. Além disso, quais são suas características e história de sua exploração.

cinturón de asteroides
O Cinturão de Asteroides está entre os planetas Marte e Júpiter.

O que é o Cinturão de Asteroides?

O Cinturão de Asteroides é uma região do Sistema Solar situada entre as órbitas dos planetas Marte e Júpiter, onde se encontra uma importante quantidade de asteroides que são corpos rochosos ou metálicos menores que os planetas, e o cinturão é como uma espécie de “anel” formado por estes objetos que orbitam ao redor do Sol.

Assim, o Cinturão de Asteroides separa os planetas rochosos pequenos do Sistema Solar (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte) dos gigantes gasosos (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno).

O tamanho dos asteroides do cinturão é muito variado: podem ser desde pequenas rochas até objetos celestes de centenas de quilômetros de diâmetro. O maior asteroide se chama Vesta e tem 525 km de diâmetro.

Características do Cinturão de Asteroides

O Cinturão de Asteroides tem as seguintes características:

  • Formou-se depois da criação do Sistema Solar.
  • Está entre as órbitas de Marte e Júpiter.
  • É composto por milhões de asteroides de tamanho diferente.
  • O maior asteroide do cinturão é chamado de Vesta e foi descoberto em 1807.
  • Fragmentos de asteroides podem atingir a Terra como meteoritos.
  • É formado por asteroides de três tipos (C, S e M), segundo sua composição.

Formação do Cinturão de Asteroides

Asteroides
Há teorias que afirmam que o Cinturão de Asteroides é um planeta que não foi capaz de se formar.

A teoria mais aceita sobre a origem do Cinturão de Asteroides sugere que pode ser um planeta que nunca terminou de se formar. Durante a criação do Sistema Solar, fragmentos de poeira cósmica chamados planetesimais foram formados por um processo de ligação de partículas. Com o passar do tempo, alguns destes planetas se tornaram os planetas que conhecemos hoje.

No entanto, acredita-se que a enorme influência gravitacional de Júpiter não permitiu que outros planetesimais se juntassem para formar um planeta, ou seja, impediu que se unisse o material em um só corpo planetário. Em vez disso, colidiram e se fragmentaram.

Por essa razão, entre Marte e Júpiter não existe um planeta, mas uma grande quantidade de pequenos corpos celestes que compõem o Cinturão de Asteroides.

Composição do Cinturão de Asteroides

cinturón de asteroides
Os asteroides de tipo C são os mais numerosos no cinturão.

O Cinturão de Asteroides é composto por uma ampla variedade de asteroides, que podem ser classificados em três categorias principais de acordo com a sua composição:

  • Asteroides de tipo C. Recebem este nome porque são formados principalmente por carbono. Representam cerca de 75% dos asteroides no cinto e são escuros.
  • Asteroides de tipo S. Recebem este nome porque são formados principalmente por silício. Representam cerca de 17% dos asteroides no cinturão. São de tipo rochoso e metálico, encontram-se mais perto do Sol e são relativamente brilhantes.
  • Asteroides de tipo M. Recebem este nome porque são formados principalmente por metais. Representam cerca de 8% dos asteroides presentes no cinturão e são ricos em níquel e ferro.

Além disso, alguns asteroides não se enquadram em nenhuma destas categorias principais e são classificados como de tipo X.

Localização e órbita do Cinturão de Asteroides

O Cinturão de Asteroides está entre as órbitas de Marte e Júpiter, a cerca de 400 milhões de quilômetros do Sol.

Embora o cinturão contenha uma grande quantidade de asteroides, as distâncias entre eles são grandes o suficiente para que haja muito espaço vazio. Como estas distâncias são enormes em comparação com seus tamanhos individuais, e como cada um tem sua própria órbita ao redor do Sol, as colisões diretas entre eles são relativamente raras.

No entanto, as interações gravitacionais entre os asteroides e Júpiter, o gigante gasoso que se encontra nas proximidades, podem afetar as órbitas dos asteroides e, em alguns casos, podem provocar colisões ou mudanças em suas trajetórias.

Principais asteroides do cinturão

Asteroides en planeta
Existem cerca de 18 mil asteroides com nomes.

Estima-se que mais de um milhão de asteroides orbitam o Sol no cinturão. Como a maioria deles são muito pequenos, é muito difícil calcular com precisão a sua quantidade.

Os cinco maiores asteroides do cinturão são:

  • Vesta. É o maior asteroide e o único que pode ser visto a olho nu da Terra em determinadas condições. Tem um diâmetro de 525 quilômetros. Foi descoberto por Heinrich Olbers em 1807.
  • Palas. É o segundo maior asteroide e tem um diâmetro de 490 quilômetros. Foi descoberto por Heinrich Olbers em 1802.
  • Hígia. É o terceiro maior asteroide e tem um diâmetro de 450 quilômetros. Foi descoberto por Annibale de Gasparis em 1849.
  • Interamnia. É o quarto maior asteroide e tem um diâmetro de aproximadamente 316 quilômetros. Foi descoberto por Vincenzo Cerulli em 1910.
  • Europa. É o quinto maior asteroide e tem um diâmetro aproximado de 302 quilômetros. Foi descoberto por Hermann Mayer Salomon Goldschmidt em 1858.

Asteroides e meteoritos

cinturón de asteroides - meteoritos
A colisão de asteroides pode levá-los à Terra como meteoritos.

Embora exista uma grande quantidade de asteroides, os choques entre eles não são muito frequentes. A detecção e o seguimento de colisões de asteroides se baseiam principalmente em observações telescópicas da Terra. Variações na luminosidade ou mudanças na órbita são dados que permitem conhecer a ocorrência de colisões.

A principal consequência dos choques de asteroides é a geração de fragmentos menores, denominados meteoroides, que ao entrarem na atmosfera terrestre, podem gerar fenômenos luminosos conhecidos como meteoros ou estrelas cadentes. Em raras ocasiões, alguns fragmentos maiores podem chegar à superfície da Terra como meteoritos.

Embora a possibilidade de um meteorito atingir diretamente a Terra seja baixa, ao longo da história houve impactos muito importantes. O mais significativo ocorreu no final do Período Cretáceo, há cerca de 66 milhões de anos, e é conhecido como o evento de extinção do Cretáceo-Paleogeno (K-Pg), que provocou o desaparecimento de 75% das espécies que viviam na Terra.

Observação e exploração do Cinturão de Asteroides

A descoberta do primeiro asteroide, Ceres, marcou o início do conhecimento sobre o Cinturão de Asteroides. Giuseppe Piazzi descobriu Ceres em 1º de janeiro de 1801. No início, Piazzi pensou que tinha encontrado um novo planeta, mas à medida que mais objetos semelhantes eram descobertos na mesma região, foram descobertos como fazendo parte de um cinturão de asteroides. Atualmente, Ceres já não é considerado um asteroide, mas sim um planeta anão.

Durante o século XIX, vários astrônomos, como Heinrich Olbers, Karl Harding e Annibale de Gasparis, descobriram outros asteroides no cinturão. O uso de telescópios e técnicas de observação mais avançadas contribuiu para o estudo dos objetos celestes.

A introdução da fotografia astronômica no século XIX permitiu uma documentação mais efetiva e precisa da posição e do movimento dos asteroides. Isto facilitou a identificação e o seguimento de mais destes elementos no cinturão.

A exploração direta começou na era espacial com missões como a sonda Dawn da NASA. Dawn visitou e estudou Vesta e Ceres, e forneceu informação sobre a composição e história geológica destes corpos.

Referências

Como citar?

As citações ou referências aos nossos artigos podem ser usadas de forma livre para pesquisas. Para citarnos, sugerimos utilizar as normas da ABNT NBR 14724:

SPOSOB, Gustavo. Cinturão de Asteroides. Enciclopédia Humanidades, 2024. Disponível em: https://humanidades.com/br/cinturao-de-asteroides/. Acesso em: 12 junho, 2024.

Sobre o autor

Autor: Gustavo Sposob

Professor de Geografia do ensino médio e superior (UBA).

Traduzido por: Cristina Zambra

Licenciada em Letras: Português e Literaturas da Língua Portuguesa (UNIJUÍ)

Data da última edição: 11 junho, 2024
Data de publicação: 18 maio, 2024

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